11 de março de 2013

A que ponto chegamos? (e a que ponto ainda vamos chegar?)


     Eu já falei sobre esse assunto aqui no blog mas queria retomar.Esses dias eu estava vendo a propaganda da Claro, que é de um menininho que vai para a casa do avô e leva o tablet, fico pensando: a que ponto chegou a infância?
     Podem me chamar de cafona, do que for, mas acho um absurdo ver crianças de dez anos andando por aí com seus tablets, iphones, ipads e i mais sei lá que, quando deveriam estar se divertindo, brincando de bonecas, sei lá. Meu Deus, eu me lembro como se fosse ontem de eu estar assistindo A Bela Adormecida no vídeo cassete, enquanto hoje tem crianças que assistem pelo computador e acham superdivertido. Não sei aonde que elas vêem diversão, a imagem é ruim, e você assiste ali, sozinho. Cadê a graça de você colocar o filme, escolher bonitinho e ficar atazanando sua mãe pra assistir contigo?
     Hoje todo mundo vive isolado, numa bolha! Skype, facebook e twitter. Eu tenho, uso e adoro nada contra. Mas está chegando ao cúmulo do absurdo! Daqui a pouco as pessoas não vão mais umas nas casas das outras, pra visitar, daqui a pouco nossa sociedade vai chegar ao cúmulo da alienação, ao ponto de dizer: "pra que é que eu vou visitar fulano na casa dele pra ver se ele melhorou daquela doença se ele pode falar comigo pelo skype?". As meninas simplesmente não vão mais sair de casa para brincar de bonecas, afinal, pra quê, se você pode ter milhares de bonecas virtuais e brincar com quantas amigas você quiser online?
     Outro absurdo são os livros. Sério, isso é algo que eu nunca vou aderir na minha vida: livros virtuais. Cadê o gosto de você ir na livraria, de falar com o vendedor, pegar o livro, sentir o papel? Pelo amor de Deus gente! Se uma das maiores alegrias da minha vida é quando minha mãe me chama pra gente comprar um livro, o que será de mim quando, pra você comprar um livro é só baixar pela internet? Nossa vida já é tão fechada em escola-casa-inglês-casa-escola-casa, que ás vezes ver a luz do sol ou simplesmente ver o rosto de pessoas desconhecidas, esteja se tornando algo quase que bizarro para as pessoas; considerando que qualquer coisa você já pode resolver na ponta dos dedos.
     Creditando um cronista/noveleiro (Walcir Carrasco), ninguém para pra pensar que tuuuuudo isso precisa de bateria. Cruzes credo! Ainda tá pra nascer o dia que na hora que eu quiser ler um livro eu precise de esperar meia hora pro computador carregar! As pessoas dizem que isso tudo é pra "facilitar nossa vida", mas sinceramente? Prefiro mil vezes comprar um poket book, do que baixar pela internet. um poket book você enfia na sua bolsa e sai, quando você baixa, é quase que indispensável você levar um bolo de fios dentro da sua bolsa.
     Ainda falando do contato com as pessoas, já pararam para pensar, que daqui a pouco você mal verá sua mãe? Considerando o fato de que o destino das nossas escolas é terem aulas virtuais? Gente, sinceramente, meu ânimo de acordar cedo e ir pro colégio pra conversar; odeio com todas as minhas forças aquelas aulas (menos a de artes, é claro), mas eu amo chegar e jogar conversa fora com minhas amigas; com aulas virtuais eu morreria de depressão, sem brincadeira nenhuma. Imagina você acordar ligar seu computador pra ver a porcaria da cara do professor pela internet, você está com tédio, queria estar fazendo mil coisas, olha pro lado e a única cara que você vê é a do seu cachorro :P E quando a internet cair? Imagina o inferno que vai ser? Você PRECISAR daquela aula e simplesmente não poder ter porque o mundo está se acabando em chuva! Deus me livre!
Imagine os namoros então! Gente, se na maioria das vezes o garoto que a gente gosta é aquele que senta do seu lado, se você tiver aulas online, como você vai gostar de alguém? Será a geração de assexuados! Pelo amor!
     Ah, voltando a propaganda da Claro (acho que falo tanto que acabo perdendo o fio da meada hihihi). Na propaganda o menininho vai passar o fim de semana na casa do avô, mas acaba que ele passa quase o dia inteiro navegando na internet. Pra mim é o cúmulo, e o pior, é que eu não duvido nadinha que daqui a alguns dias o mundo vai estar exatamente assim. Antigamente, a gente ia pra casa dos nossos avós pra ver nossos primos, conversar com nossas tias... hoje em dia, essas crianças levam a tira colo seus tablets e passam 24 horas por dia jogando.
     E o pior não é só essa baboseira toda que eu estou falando de diversão, etc, etc. Ninguém para pra pensar nos problemas de saúde. Com o avanço da tecnologia, o manuscrito vai sumir, e tudo vai passar a ser digitado, as crianças simplesmente não vão mais escrever, ou seja uma parte do cérebro dela  não vai se desenvolver tão bem quanto se ela escrevesse ao invés de digitar; brincar também é algo que faz bem para a saúde, correr, pular, que seja brincar de bonecas, isso movimenta o corpo, com bonequinhas virtuais isso não será possível. E falar então? Que se brincar, daqui a algum tempo a conversa será totalmente extinta pelos diálogos inbox? Pode parecer um absurdo, tipo "oooh que viagem", mas pensem que o computador para os nossos bisavós também era algo "ooooh, que loucura". Do jeito que esse mundo está indo, não duvide de nada.
     Por fim, eu não duvido nada que aquele filme Wall-e seja uma viagem para o futuro. Todo mundo diz que isso é "evolução", mas eu chamo de preguiça! Qual a dificuldade de você mudar a marcha do carro, ou simplesmente, sei lá, ligar a TV com as próprias mãos? Daqui a alguns anos seremos todos gordos e alienados, com um controle na mão e sendo paparicados por robôs, estale o dedo que sua cama está pronta, bata palma três vezes que a porta abre. Por um acaso, devemos lembrar que temos mãos e pernas sabe. Se o controle remoto sumiu, levante-se do sofá e aperte o botão como "mágica" a televisão liga sabia? Se seu carro quebrou, não é o fim do mundo, você pode ir até a padaria da esquina andando, em cinco minutos você chega, não vai morrer! 
     Enfim, de qualquer forma, continuarei guardando minhas bonecas de plástico que não falam, comprando livros de papel e fofocando mais pela voz do que por palavras digitadas. Porque enfim, acho que alguns pequenos prazeres da vida como ir no início do ano comprar uma agenda (de papel só pra variar sabe), cadernos, livros, lápis e borrachas, ao invés de só baixar tudo pela internet, ou o simples fato de ir na casa de uma amiga tomar um chá ao invés de combinar um horário pra gente conversar pelo face, são algumas das coisas que nunca deveriam deixar de existir, mas que infelizmente, graças a "evolução" dos seres humanos estão sumindo aos pouquinhos, sem a gente perceber mas etsão sumindo (como Lps substituídos por Cds!).
Beijinhos, da velha!

7 comentários:

Gabi Leister disse...

sou suspeita pra falar disso, visto que se deixar eu passo o fim de semana inteirinho sem levantar nem pra comer nada, só no we<3it, tumblr, twitter, que seja; mas tenho que concordar contigo, até por que, depois do desenvolvimento de muitas pesquisas, cientistas descobriram que você ler em algo que reflete, e não emite luz (no caso, o papel reflete luz e a tela emite), isso entra na sua cabeça de forma mais rápida. Bem como digitar ao invés de escrever, acho o cúmulo do absurdo o governo querer trocar cadernos por tablets ou laptops!
Acho que a única coisa que pode servir de consolo nessa história toda é o avanço da medicina na ciência.

Beijos!

P.S: Meus filhos sentirão cheirinho de livro novo <3

Gabi Leister disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Beatriz disse...

Concordo com vc! Amo a internet demais, mas tb fazer td tudo tudo no pc é péssimo. Tb fico estranhando quando vejo essas criancinhas jogando só nos celulares, tablets, etc, invés de pular corda lá na escola, como a gente fazia. Brinquedos de verdade, conversas de verdade, livros de verdade, pessoas de verdade... tudo isso é a melhor coisa q existe. Eu até q reconheço as vantagens dos e-books, é uma coisa ótima, mas nada se compara ao prazer real de ter um livro nas mãos, sentir aquele cheirinho de livro novo, abraçar, ler a hora q quiser sem precisar recarregar a bateria...
Mt bom seu texto, queria q todos vissem as coisas como nós vemos.

Bjs, Bia

Little Fox disse...

Olha, eu gosto da internet,mas concordo com você totalmente.Toda vez que vejo uma criança pequena mexendo em um celular touch,sinto que a infância delas foi rompida,como o sinal de uma dessas coisinhas.onde está a infância que eu tive?Com os videos cassetes e as bonecas Barbies que não falavam,onde estão as brincadeiras de pega-pega, esconde-esconde.Eu realmente sinto muita pena dessas crianças da nova geração,quando vou para casa dos meus avós, passo o dia brincando com os gatos dela nem toco em um eletronico,pois não vale a pena.
beijos tchau.

Jullia F. disse...

Você ta certa...
Acho que o mundo está muito diferente,mas infelizmente a chance de mudar isso é muito pouca.. Não é impossível,se todos tiverem o mesmo ponto de vista sobre o assunto. Imagina que horrível,viver em um mundo onde não existe páginas,ou caderno,ou um bom livro,só tela,olhar pela janela e só ver arranha-céu,construções modernas tampando tudo,em vez de ver crianças brincando no parquinho,em uma praça,ou um grupo de amigos saindo para passear...
Eu acho que voc fez um texto muito bom,e me deu ideias,vou falar sobre esse assunto co meus leitores,e te darei os créditos,bem pensado" parabens'

queria ser sua afiliada
Bjaao' seguindo..

littl-things.blogspot.com

Marcela Antonieta disse...

Embora os computadores tablets e afins facilitem muito a nossa vida, não podemos deixar de viver por causa deles e esquecermos das pessoas e do mundo

Marcela Antonieta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.